Uma visita à fábrica da Panini em Barueri mostrou que o álbum oficial da Copa do Mundo foi fechado com critérios estabelecidos pela Fifa, e não por decisão editorial própria da empresa. O CEO local, Raul Vallecillo, manteve o sigilo sobre detalhes até o lançamento, e a empresa confirmou previamente que a versão europeia circulou sem Neymar.
A edição brasileira traz 18 jogadores selecionados para representar o país no álbum — entre goleiros, zaga, meias e atacantes — com nomes já anunciados pela Panini. Parte do elenco listado enfrenta incertezas médicas: Rodrygo está fora por ruptura no joelho, e outros atletas, como Estêvão e Éder Militão, têm participação em dúvida devido a lesões recentes.
Reportagem teve acesso a cromos do Irã na linha de produção, o que indica inclusão da seleção no produto. A Panini reafirma que a lista de seleções é definida pela Fifa; porém, declarações de autoridades iranianas e a tensão com os Estados Unidos colocam a participação do país em dúvida, situação que a entidade internacional espera ver resolvida nas semanas que antecedem a abertura do torneio.
O aumento para 48 seleções e o curto intervalo entre a definição das vagas e a entrada do produto no mercado elevaram a pressão logística: o pacote passou a ter sete figurinhas por R$ 7, refletindo custo maior por unidade. Do ponto de vista comercial, a combinação de prazo apertado, cenários políticos voláteis e lesões de jogadores cria um desafio adicional para a Panini e para o mercado, que terão de gerenciar riscos sem margem ampla para alterações. O álbum começa a ser vendido em 1º de maio.