Homenageado na categoria "Influenciador e Comunicação" no Horsepower Awards, o fisiculturista profissional Rodrigo Pantera fez um diagnóstico direto sobre a nova rotina da modalidade: criar conteúdo virou parte integrante do trabalho. Com público amplo nas redes — mais de 4 milhões de seguidores — ele aponta que a presença digital deixou de ser opcional e passou a ser critério para negócios.
Segundo Pantera, a sustentação financeira de muitos atletas hoje depende de contratos e parcerias viabilizados pela visibilidade online. Na prática, isso obriga o competidor a produzir material constante para crescer a audiência e entregar retorno às marcas que o patrocinam. O resultado é uma integração cada vez maior entre desempenho esportivo e estratégia de comunicação.
Há, contudo, uma exceção reconhecida pelo próprio atleta: quem alcança o mais alto nível competitivo e fatura de forma consistente com prêmios pode reduzir essa dependência das redes. Pantera tornou-se profissional em outubro, ao faturar o título Overall do Mr. Olympia Brasil na Classic Physique, e prevê disputar competições na próxima temporada, com provas previstas para julho e agosto.
O balanço é claro: a profissionalização do fisiculturismo impõe dupla demanda — corpo para o palco e conteúdo para as marcas. Para o esporte, isso gera oportunidades de monetização e visibilidade, mas também pressiona o calendário e amplia a carga de trabalho do atleta, que precisa equilibrar treinos, dietas e uma rotina intensa de produção digital.