A nova pesquisa Quaest, encomendada pela Genial, revela um cenário apertado na sucessão ao governo da Bahia: em um eventual 2º turno, ACM Neto (União Brasil) aparece com 41% das intenções e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) com 38% — ponto que configura empate técnico dentro da margem de erro. O levantamento transforma uma disputa que parecia definida em 2022 numa corrida de alta pressão, com espaço relevante para indecisos e votos nulos/brancos.
No confronto de primeiro turno, ACM Neto mantém 41% e Jerônimo registra 37%. Candidatos menores praticamente não pontuam (Ronaldo Mansur com 1% e José Estêvão sem registro significativo). Brancos, nulos e outros somam duas casas percentuais relevantes, e cerca de 11% dos eleitores ainda não sabem em quem votar — fatias que podem decidir o desfecho. Em cenário alternativo sem José Estêvão, ACM segue em 41% e Jerônimo cai a 36%, com indecisos subindo para 14%. A amostra foi de 1.200 eleitores, margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95% (registro BA-03657/2026).
Além do governo, a pesquisa mapeia a disputa ao Senado: o ex-governador Rui Costa (PT) lidera com 24%, tecnicamente empatado com Jaques Wagner, que tem 22%. Os candidatos de oposição aparecem mais atrás — João Roma com 9% e Angelo Coronel com 6% — cenário que evidencia a capacidade do PT de manter protagonismo na base eleitoral, mas também deixa claro espaço para reação do bloco oposicionista caso consiga consolidar apoios.
O levantamento acende alerta para os dois campos. Para o PT, a aposta em nacionalizar a eleição e em chapa pura busca transferir coesão ao projeto estadual, mas o empate técnico expõe limites dessa estratégia e a necessidade de reforçar atrativos locais. Para ACM Neto e a oposição unificada, o desafio é converter neutralidade nacional em vantagem estadual; a margem curta exige foco em temas de gestão e persuadir indecisos sem transformar a campanha em mero confronto nacional. Em suma, o resultado amplia o grau de incerteza e pressiona ajustes táticos imediatos na corrida baiana.