A nova pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e divulgada nesta segunda-feira (21), mantém Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico num eventual segundo turno: 42% para Flávio contra 41% para Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro e está registrado no TSE sob o número BR-06004/2026. Na rodada anterior, há uma semana, os percentuais eram muito próximos — Flávio 42% e Lula 40% — indicando estabilidade num quadro ainda incerto.
O recorte da Quaest também apresenta variações relevantes diante de outros adversários: Lula aparece com 41% contra 39% de Ronaldo Caiado; 39% contra 35% de Augusto Cury; 41% ante 38% de Renan Santos; e 46% contra 32% de Romeu Zema. Em primeiro turno estimulado, Lula lidera com 37% e Flávio tem 33% — ambos com crescimento marginal sobre a pesquisa anterior. Ao mesmo tempo, o percentual de brancos, nulos e quem não vai votar ficou em 14% no cenário de segundo turno entre Flávio e Lula, e os indecisos somam 3%, sinalizando que uma parcela significativa do eleitorado ainda pode decidir o rumo da disputa.
Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para duas frentes. Para a oposição a Lula, a consolidação de Flávio em patamar alto e estável reforça a necessidade de ampliar palanque e estratégia para converter brancos e indecisos em votos efetivos; para a base governista, os números mostram que Lula não tem folga confortável em confrontos chave e precisa reduzir a taxa de rejeição e reforçar mensagens que dialoguem com eleitores flutuantes. Em todas as simulações, vários adversários aparecem dentro da margem de erro, o que mantém viva a hipótese de que movimentos táticos e eventos de campanha ainda possam redesenhar o mapa eleitoral.
Outro ponto a observar é a inclusão de Leonardo Avalanche na lista de nomes após a inelegibilidade de Pablo Marçal, mudança que ilustra como decisões judiciais e recursos podem afetar o campo dos candidatos e a dinâmica das pesquisas. Com o prazo eleitoral se aproximando, o quadro descrito pela Quaest reflete um momento de competitividade elevada e volatilidade: números próximos, fatia relevante de eleitores desapegados e cenários múltiplos obrigam campanhas a medir riscos, afinar mensagem e priorizar operações destinadas a converter indecisos e reduzir brancos — fatores que podem definir a eleição muito além das simples amostras estatísticas.