Uma pesquisa Quaest, encomendada por Genial Investimentos e registrada na Justiça Eleitoral (GO-00211/2026), coloca o governador Daniel Vilela (MDB) à frente da disputa pelo governo de Goiás. No cenário principal, Vilela aparece com 33% das intenções de voto, contra 21% do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Adriana Accorsi (PT) e o senador Wilder Morais (PL) surgem atrás, com 10% e 9%, respectivamente.
O levantamento, realizado com 1.104 eleitores entre os dias 24 e 28 e margem de erro de três pontos percentuais, testou alternativas: com outro nome do PT (Edward Madureira), os percentuais de Vilela e Perillo se mantêm; sem candidatura própria do PT, Vilela sobe a 34%. Brancos, nulos e indecisos somam parcela relevante, entre 12% e 15% dependendo do cenário.
Nos confrontos de segundo turno, a pesquisa indica vantagem clara para Vilela: em um cenário contra Perillo, 46% a 27%; diante de Wilder, 51% a 21%. Esses números reforçam o potencial do emedebista de converter liderança no primeiro turno em vitória final, ao mesmo tempo em que expõem a necessidade de recuo estratégico do PSDB e a limitação do bolsonarismo em Goiás.
O estudo também mediu avaliação do governo: 69% dos entrevistados avaliam a gestão de Vilela como positiva, 21% como regular e 5% como negativa — indicadores que ajudam a explicar sua frente nas intenções de voto. Na disputa ao Senado, Gracinha Caiado (União Brasil) aparece na frente com 22%, seguida por nomes como Vanderlan Cardoso e Dr. Zacharias Calil.
O resultado tem implicações políticas claras: fortalece o MDB no Estado, complica a reconstrução do projeto tucano liderado por Perillo e mantém o campo petista em xeque enquanto não define candidatura competitiva. Para os adversários, a margem de erro e a alta parcela de indecisos ainda deixam espaço para reações, mas o retrato atual favorece quem ocupa o Palácio e desfruta de avaliação positiva.