O barril Brent encerrou a semana em US$ 105,90, com alta semanal de 16,54% mesmo após oscilações intradiárias: chegou a subir a US$ 107,47 e cair à mínima do dia, US$ 103,46, antes de fechar a sessão com ganho modesto de 0,79%. O WTI, referência dos EUA, fechou a sexta a US$ 94,40, queda diária de 1,51% e alta semanal de 12,58%.

O movimento reflete a escalada de incertezas no Oriente Médio e o receio sobre o tráfego no estreito de Hormuz — por onde passa cerca de 20% da produção mundial —, redução de fluxo que, desde o início do conflito em 28 de fevereiro, chegou a 95%. O petróleo subiu quase 50% nesse período, vindo de US$ 72 no fim de fevereiro até os atuais patamares de três dígitos.

No front diplomático, o mercado acompanhou a confirmação da viagem do ministro iraniano Abbas Araqchi ao Paquistão e as expectativas de novas rodadas envolvendo EUA, Israel e países árabes. Autoridades americanas afirmaram que o Irã estaria disposto a apresentar propostas para atender exigências dos EUA, enquanto Teerã negou encontros agendados — quadro que manteve alta volatilidade nas cotações.

A elevação dos preços acende alerta para a economia: além de pressionar custos de combustíveis e a inflação, a volta do petróleo caro pode complicar a agenda fiscal do governo e reduzir espaço para medidas pró-crescimento. Investidores e formuladores de política terão de monitorar a evolução do conflito e o impacto direto no bolso do consumidor.