A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira a 4ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo ordens judiciais expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a investigação, o alvo é um esquema de lavagem de dinheiro destinado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. Foram executados dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

O inquérito apura crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O STF também determinou o afastamento de ocupantes de cargos públicos e autorizou medidas de sequestro e bloqueio de bens de investigados, com valores que podem atingir até R$ 22 bilhões — sinal do tamanho e da complexidade das apurações.

A operação retoma uma linha de investigação que já havia resultado, na terceira fase em março, na prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O recuo operacional mostra continuidade nas apurações sobre pontos de contato entre instituições financeiras e redes de pagamento de vantagens, o que exige respostas das áreas de compliance e de fiscalização.

Além do caráter criminal, a ação tem potencial de gerar efeitos políticos e institucionais: afastamentos e bloqueios bilionários aumentam a pressão por transparência e aceleram checagens sobre responsabilidade administrativa. A PF e o STF mantêm as medidas em curso; novas etapas e desdobramentos são esperados conforme o avanço das diligências.