O Podemos projeta aumentar sua bancada na Câmara dos Deputados de 17 para até 25 parlamentares na atual janela de troca de partido, segundo movimentações internas da sigla. A meta, se confirmada, daria ao partido mais espaço em negociações legislativas e acesso a recursos regimentais que dependem do tamanho da bancada.

Entre os novos nomes que já se movimentam pelo partido estão Antônio Carlos Rodrigues (ex-PL), Davi Soares (ex-União Brasil) e deputados oriundos do PSD, como Felipe Becari e Ribamar Silva. Delegado Palumbo também se filiou ao Podemos colocando na mesa a possibilidade de disputar uma vaga ao Senado.

A política que eu acredito é aquela que transforma a vida das pessoas.

Ribamar Silva oficializou sua filiação no dia 25 em ato público. No evento, ressaltou a prioridade por pautas ligadas aos municípios e a intenção de manter proximidade com a base local, posicionamento que o partido tem usado para vender coesão e apelo eleitoral.

O ingresso de parlamentares oriundos sobretudo do centro — PSD e União Brasil — amplia a capacidade de articulação do Podemos, mas também traz o risco de uma bancada heterogênea e de difícil governança. A agregação de perfis distintos exige disciplina em votações e clareza na definição de lideranças e agendas.

Para além do ganho numérico, a guinada do Podemos testa sua capacidade organizacional para transformar filiações em projeto eleitoral consistente para 2026. Se não houver coordenação, a expansão pode virar fonte de atrito entre lideranças regionais e nacional, prejudicando a mensagem do partido e sua utilidade prática para eleitores.

Chego ao Podemos com muita vontade de trabalhar e com o coração tranquilo de quem encontrou um novo lar para seguir fazendo o bem e entregando resultado.