Um princípio de incêndio atingiu na madrugada deste sábado o edifício histórico do Touring Club, na Avenida Rodrigues Alves, na zona portuária do Rio. O alerta chegou por volta das 0h32 e 20 militares do quartel central do Corpo de Bombeiros foram deslocados para o local. Segundo a corporação, as chamas, iniciadas em uma fritadeira elétrica que operava em um contêiner usado como cozinha externa, foram controladas em pouco mais de duas horas. Não houve vítimas.
O prédio, de três andares, tombado desde 1960 e inaugurado em 1928, foi reaberto neste ano após reformas e transformado em centro gastronômico com três restaurantes e um bar, explorado pelo grupo Belmonte. Com pista de dança e capacidade para receber até 3 mil pessoas, o imóvel é peça central do projeto municipal de revitalização da zona portuária e, por isso, qualquer incidente ganha repercussão além do episódio imediato.
As circunstâncias do princípio de incêndio colocam em foco duas questões práticas: a segurança de instalações temporárias ou adaptadas para serviços de alimentação e a fiscalização de espaços tombados que passaram a abrigar uso comercial intenso. Autoridades municipais e responsáveis pelo empreendimento terão de demonstrar medidas concretas para prevenir riscos semelhantes, sob pena de gerar apreensão entre frequentadores e operadores do setor.
O episódio não deixou feridos, mas reabre o debate sobre equilíbrio entre incentivo à atividade econômica e salvaguarda do patrimônio. Para além do controle do fogo, a prefeitura e os administradores do centro gastronômico enfrentam agora a pressão por regras claras, inspeções regulares e planos de contingência que garantam segurança sem comprometer a recuperação urbana que o Porto do Rio vinha experimentando.