A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) manteve a disputa do segundo turno em um empate técnico: o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, contratado pela TV Globo e O Globo, ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro e está registrado no TSE sob o número BR-08535/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Na comparação com a semana anterior, Flávio oscilou negativamente um ponto dentro da margem de erro, enquanto Lula permaneceu estável. Votos em branco ou nulo somaram 9% e indecisos 2% no levantamento estimulado. Na pesquisa espontânea, ambos têm 40%, mas o número de indecisos quase dobrou para 14%, indicando fragilidade na consolidação de eleitores.

O resultado confirma cenário competitivo observado em outras sondagens: na última Datafolha Flávio liderou em votos válidos e totas, e no primeiro turno ele ficou à frente de Lula por cerca de dois pontos percentuais. A campanha petista, em busca da virada, tem intensificado atos de rua e mobilizações digitais para converter engajamento em voto efetivo nos dias finais.

A pesquisa também traz elementos técnicos e políticos relevantes: o IPD da Quaest registrou recuperação da popularidade digital de Lula após o primeiro turno, e o debate na Band manteve o foco em acusações e em episódios envolvendo familiares. Además, reportagens sobre restrições aplicadas pela Meta a contas de Lula — e tratamento diferenciado em relação a Flávio — alimentam disputa sobre alcance e visibilidade nas plataformas.

Do ponto de vista eleitoral, a margem estreita acende alerta para ambos os lados. Para Lula, o desafio é transformar mobilização e liderança digital em votos no dia; para Flávio, consolidar vantagem sem permitir que indecisos e brancos mudem o quadro. A reta final seguirá marcada por tentativas de judicializar temas, disputas de narrativa nas redes e esforço de última hora para reduzir a parcela de indecisos.