A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, em votos totais — resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Brancos e nulos somam 9% e indecisos 1%. O levantamento ouviu 2.154 pessoas entre 10 e 13 de outubro e está registrado no TSE sob o número BR-08729/2026.
No teste espontâneo, sem apresentação de nomes, Flávio aparece com 43% e Lula com 42%. O levantamento é o primeiro da Quaest após o primeiro turno, no qual Flávio teve 47,03% dos votos válidos contra 45,15% de Lula. Como referência, a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira anterior (8) também apontou vantagem de Flávio, com números superiores em votos válidos e totais.
Além das intenções, a Quaest mediu rejeição e avaliação do governo: 54% dizem que não votariam em Flávio e 53% afirmam o mesmo sobre Lula. Sobre o governo, 48% desaprovam a gestão, 45% aprovam e 7% não responderam; em outra pergunta de avaliação, 40% classificaram a administração negativamente, 34% positivamente e 24% como regular. Esses indicadores evidenciam uma combinação de apoio concentrado e rejeição relevante para ambos os lados.
O levantamento também traça transferências: entre eleitores ausentes ou que votaram em branco/nulo no primeiro turno, 43% dizem migrar para Lula e 38% para Flávio — 17% mantêm opção por branco, nulo ou ausência. Eleitores de candidatos derrotados apresentam variações: 42% dos de Ronaldo Caiado declaram voto em Flávio e 23% em Lula; entre os de Renan Santos, 40% vão a Flávio e 14% a Lula; entre os de Augusto Cury, 34% dizem optar por Lula e 30% por Flávio. Com 91% dos entrevistados considerando sua opção definitiva, sobra pouco espaço de mobilização, o que acende um sinal de alerta para a campanha governista e exige estratégias claras de aproximação de eleitores que ainda podem virar.
Em resumo: o empate técnico mantém a disputa aberta, mas os números de rejeição e a avaliação da gestão representam elementos que podem definir o desfecho. As campanhas terão de trabalhar tanto a consolidação das bases quanto a redução da rejeição para converter intenções em votos efetivos no dia 25 de outubro.