A pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ganhou sinal positivo com a pesquisa Quaest que mostrou a intenção de voto espontânea no senador subindo de 14% para 17%. No mesmo levantamento, Lula foi de 22% para 23%, reduzindo a diferença nessa métrica de oito para seis pontos, segundo o Painel editado por Fábio Zanini.
Na avaliação da equipe do senador, o aumento indica maior cristalização do voto em torno do seu nome. A pesquisa espontânea é considerada internamente o termômetro mais fiel do grau de convencimento do eleitor, e a leitura positiva da alta é usada para sustentar discurso de crescimento orgânico na pré-campanha.
Aliados destacam ainda que os eleitores perdidos após o episódio conhecido como Dark Horse não migraram para outras opções de direita nem para o presidente; foram, em boa parte, para o campo dos indecisos, votos em branco ou nulo. Essa movimentação, dizem, seria mais reversível do que uma migração para adversários já consolidados.
Politicamente, o resultado alivia parte do desgaste do pré-candidato e dá argumento à estratégia de reengajamento, mas não muda a correlação de forças. A aproximação em termos absolutos reduz folga do líder, ao mesmo tempo em que impõe à campanha de Flávio o desafio de transformar indicação espontânea em voto firme. O levantamento serve como retrato do momento, não como prognóstico definitivo.