A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (28) aponta o presidente Lula (PT) com 39% das intenções de voto para o primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 34%. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre quinta (24) e domingo (28); a margem de erro é de dois pontos percentuais e o levantamento está registrado no TSE (BR-06520/2026).

No cenário de segundo turno, o levantamento mostra empate numérico: 42% para cada um. Em relação à rodada anterior, o quadro é de estabilidade, com leve oscilação favorável a Lula no primeiro turno. A redução dos indecisos — de 10% em 14 de setembro para 5% agora — evidencia a concentração do eleitorado nas duas candidaturas principais.

A movimentação por voto útil das campanhas aparece como fator central: a soma dos candidatos do chamado segundo pelotão caiu de 16% para 12%, indicando migração de intenções para Lula e Flávio. Para a campanha do PL, a pressão é dupla: além de disputar esse eleitorado mais consolidado, enfrenta desgaste por revelações sobre a relação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro e episódios de deslocamento que foram noticiados recentemente.

Do lado do PT, além de capitalizar a tendência de centralização do voto, a campanha acionou o TSE e o STF contra Flávio e seu irmão Eduardo Bolsonaro, por suposta articulação externa — questão que Lula também abordou em discurso na Assembleia-Geral da ONU. O retrato é de disputa mais definida, mas ainda apertada: os números compactam a janela de reação do PL e reforçam a necessidade de mobilização intensa até o domingo do pleito.