A pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3) mostra empate técnico em votos válidos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 46%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 45%. Em cenário de segundo turno, Flávio aparece com 44% das intenções em votos totais, contra 42% de Lula. O levantamento ouviu 3.702 eleitores entre sexta (2) e sábado (3) e tem margem de erro de 2 pontos; foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo e registrado no TSE (BR-02197/2026).

Do ponto de vista político, o empate técnico acende alerta para o governo: enquanto Lula se mantém estável, Flávio registra melhoria nas últimas sondagens, sinal de recuperação e eficácia da estratégia de voto útil conduzida pela campanha do PL. A redução de indecisos — de 5% para 3% — e a queda do eleitorado que dizia votar em candidatos do segundo pelotão indicam movimentação na reta final, com impacto direto na configuração do primeiro turno.

No levantamento em votos totais para o primeiro turno, Lula aparece com 40% (alta de 1 ponto) e Flávio sobe de 34% para 38%. Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) aparecem com 3% cada; Romeu Zema não pontuou. Indecisos são 3% (eram 5%) e 10% afirmam que votarão em branco, anularão ou não irão às urnas. A soma dos demais presidenciáveis caiu para 9%, ante 12% no último levantamento.

O resultado é um retrato do momento, não uma previsão definitiva, mas já força decisões de campanha: pressiona o planalto a intensificar mobilização e testar mensagens capazes de frear o avanço bolsonarista; ao mesmo tempo, reforça a aposta do PL no voto útil. Em termos práticos, a pesquisa complica a narrativa governista sobre vantagem consolidada e aumenta a importância do comparecimento e da conversão de eleitores do segundo pelotão.