A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança em cenários de primeiro e segundo turno, mas com um placar que evidencia fragilidade na margem. No primeiro turno, Lula figura com 38% ante 31% de Flávio Bolsonaro; em um eventual segundo turno entre os dois, o petista aparece com 43% contra 40% do senador.
O levantamento, feito presencialmente com 2.004 eleitores entre 10 e 13 de agosto e registrado no TSE (BR-06773/2026), tem margem de erro de dois pontos percentuais. Esse intervalo transforma a vantagem de Lula em um empate técnico, reduzindo a folga e tornando o duelo competitivo às vésperas do início oficial da campanha, marcado para domingo (16), com prazo de registro de candidaturas até sábado (15).
A estabilidade do primeiro turno em relação à pesquisa anterior contrasta com a leve oscilação no confronto direto: na ronda de 5 de agosto, a diferença era de 44% a 39% para Lula. Agora, a vantagem diminui, o que, na leitura política, acende um sinal de alerta para a estratégia governista e reforça a percepção de recuperação da base de Flávio Bolsonaro.
A sondagem também mostra reserva considerável de votos não fixos: indecisos somam 10% no primeiro turno e, no embate direto com Flávio, representam 4%, enquanto brancos, nulos e abstenções atingem 13%. No plano da avaliação do governo, aprovação e desaprovação estão praticamente empatadas (46% a 48%), e 53% dos ouvidos dizem que o país segue na direção errada — números que expõem um desgaste político e um ambiente de incerteza eleitoral.
Para partidos e campanhas, o recado é claro: liderança isolada já não impede risco. A margem estreita impõe pressão para ampliação de alianças, maior foco em mobilização e mensagem e deixa espaço para que variações pequenas nas próximas semanas mudem o quadro. Do ponto de vista institucional, o levantamento confirma um cenário competitivo que promete tornar a disputa de 2026 mais disputada e volátil do que os percentuais brutos sugerem.