A nova pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira confirma a competitividade da disputa pelo governo do Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL) aparece com 26% das intenções de voto contra 23% de Juliana Brizola (PDT), diferença dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento ouviu 900 eleitores entre 20 e 23 de agosto e está registrado no TSE sob o número RS-06875/2026.

Os números brutos escondem, porém, um quadro mais volátil. Indecisos somam 27% e votos em branco ou nulos chegam a 12%, fatias que podem alterar significativamente as posições até o primeiro turno. Na simulação de segundo turno, Brizola ainda lidera por margem estreita sobre Zucco (36% a 33%) e tem vantagem mais folgada sobre Gabriel Souza (MDB), 32% a 24%. Esses cenários reforçam a possibilidade concreta de um confronto por maioria relativa em segundo turno.

Comparada à pesquisa Quaest de julho, a disputa mantém traços de estabilidade numérica entre os dois primeiros, mas a persistência de elevado contingente de eleitores sem escolha clara é risco político para ambas as campanhas. Para Zucco, a presença do PL no auge da corrida nacional traz expectativa de transferência de votos, mas a proximidade com Brizola indica necessidade de ampliar discurso e alianças. Para Brizola, o desempenho aponta capacidade de atrair votos além da base, porém depende de consolidar a vantagem nos embates tête-à-tête.

A posição de Gabriel Souza, com apenas 9%, sugere dificuldade para avançar ao segundo turno sem mudança substancial na estratégia ou agregação externa. No conjunto, a pesquisa acende um alerta: o pleito no RS permanece aberto, com espaço relevante para mobilização de indecisos, negociações eleitorais e definição de rumos nos próximos meses — elementos que podem alterar tanto a leitura local quanto as interferências do tabuleiro nacional.