A Renner consolidou-se como preferência dos paulistanos na categoria de loja de departamentos na pesquisa O Melhor de São Paulo – Serviços, realizada pelo Datafolha. A rede obteve menção espontânea de 14% dos entrevistados e alcança 18% entre mulheres, resultado que marca a nona vitória consecutiva da empresa no levantamento. O estudo ouviu 1.008 moradores da cidade com 16 anos ou mais, das classes A e B, entre 5 e 13 de fevereiro; a margem de erro é de três pontos percentuais.

O destaque da marca vem acompanhado do Projeto Florestas de Algodão, iniciado em 2018 em parceria com a startup Farfarm e a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A iniciativa aposta no cultivo de algodão em sistema agroflorestal — combinando algodoeiros com árvores nativas e frutíferas do cerrado — e busca reduzir impactos da monocultura, regenerar o solo e gerar renda para comunidades rurais. A Renner também assumiu o compromisso de comprar a produção, o que deu segurança aos agricultores para adotarem o novo sistema.

Os primeiros resultados práticos já foram mensurados: nos 4,5 hectares iniciais de agrofloresta foram colhidos 514,6 kg de pluma, que seguiram para beneficiamento e virarão peças das marcas da empresa, entre elas a Ashua. Estudos do projeto apontam sequestro de carbono de 18,37 toneladas de CO2 por hectare ao ano. A varejista estabeleceu metas ambiciosas — reduzir 55% das emissões por peça e usar materiais mais sustentáveis em 100% das peças até 2030 — e tem aplicado soluções sustentáveis também nas novas lojas, com energia renovável e equipamentos mais eficientes.

O reconhecimento do público via Datafolha valida aspectos da estratégia da Renner: comunicação, oferta de produto e posicionamento ambiental parecem ressoar junto ao consumidor das classes A e B de São Paulo. Resta, porém, o desafio de transformar iniciativas pontuais em escala compatível com a cadeia inteira e de comprovar que ganhos ambientais se mantêm ao ampliar a produção. Além disso, o recorte da pesquisa — público urbano e de maior renda — recomenda cautela ao extrapolar a liderança para outros segmentos e mercados.