O CEO da SAF do Atlético-MG, Pedro Daniel, confirmou o que já era óbvio para torcedores e mercado: a rescisão com Hulk traz um alívio financeiro imediato e pode permitir contratações na janela de junho. O atacante deixou o clube após desgaste com a direção e com o ressurgimento do interesse do Fluminense, rompendo um contrato que iria até o fim do ano.
A saída do ídolo ocorre em um momento de pressão sobre a gestão. Na mesma semana o time sofreu derrotas no Brasileiro e na Sul-Americana, o acionista Rafael Menin anunciou afastamento do dia a dia da SAF e o balanço publicado apontou prejuízo em 2025 e aumento da dívida. Esse conjunto de sinais limita a capacidade de investimento e força a direção a priorizar alívio de caixa e escolhas mais cirúrgicas no mercado.
Pedro Daniel procurou minimizar o desgaste e se retratou por declaração anterior em que responsabilizou parcialmente a torcida por criar expectativas elevadas com a chegada da SAF. O recuo tenta recompor a relação com a Massa, mas expõe um problema de comunicação e confiança que, se não for tratado, pode complicar a retomada do projeto esportivo e a sustentabilidade política da gestão.
Na prática, o 'respiro' financeiro abre espaço para negociações em junho, mas não resolve problemas estruturais expostos pelo balanço e pelo afastamento de Menin. Resta ao Atlético transformar a folga de caixa em reforços que realmente elevem a competitividade, sem relaxar na agenda de contenção de custos e recuperação de credibilidade junto à torcida.