O volume de serviços no Brasil avançou 0,1% em fevereiro frente a janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE na terça-feira (14). O resultado levou o setor ao maior patamar da série histórica, mas a expansão foi reduzida e concentrada em poucos ramos.

Na comparação anual, fevereiro registrou alta de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2025, marcando o 23º resultado positivo consecutivo, e o acumulado em 12 meses ficou em 2,7%. Os principais vetores do mês foram Informação e Comunicação (1,1%), com destaque para serviços de tecnologia da informação, e Transportes (0,6%), impulsionados sobretudo pelo transporte rodoviário de cargas, que cresceu 0,9%. Serviços prestados às famílias também subiram 1,4%, recuperando a perda de janeiro.

Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram queda de 0,3%, o terceiro recuo seguido, acumulando perda de 0,7% no período. Outros serviços recuaram 0,4%, devolvendo parte do avanço de janeiro. O IBGE observou ainda comportamento distinto entre transporte de cargas e de passageiros: cargas crescem, enquanto o transporte de passageiros se mantém estável mês a mês.

O quadro aponta uma recuperação heterogênea: o setor alcança um recorde histórico, mas a dinâmica depende fortemente de TI e logística. Para além do número simbólico, a leitura política e econômica é clara: o crescimento modesto limita espaço para otimismo amplo e evidencia fragilidades que podem cobrar ajuste em políticas de infraestrutura e estímulo à atividade produtiva, temas sensíveis para a agenda de responsabilidade fiscal e eficiência administrativa.