O clássico entre Corinthians e Palmeiras foi descrito por Tostão como “teatro de horrores”: uma partida marcada por pontapés, socos, ofensas e atos obscenos que se estenderam até o túnel dos vestiários. Além da violência física, o próprio espetáculo em campo foi pobre, o que agrava o custo do jogo para torcedores, patrocinadores e a imagem do campeonato.
Na coluna, o cronista responsabiliza também figuras de autoridade dentro das equipes. Ele aponta casos concretos de comportamento agressivo de técnicos — citando episódios envolvendo Abel Ferreira, Fernando Diniz e Zubeldía — e defende que a punição seja mais consistente. A crítica é institucional: CBF e tribunais esportivos precisam agir com independência e rigor para restabelecer limites.
Tostão faz ainda um juízo técnico sobre Diniz: a polarização entre críticas nas derrotas e elogios nas vitórias é exagerada. O que ele destaca é que o futebol moderno já incorporou a circulação de jogo desde a defesa, mas que a prática exige sensibilidade tática: alternar jogo associativo e transição rápida no momento certo, sem dogmas que incentivem riscos desnecessários.
O tom da coluna mistura frustração e alerta. O futebol é, nas palavras do cronista, um teatro da vida — planejamento e improviso convivem —, mas episódios de violência e perda de controle de profissionais corroem o produto e exigem reação coordenada de clubes, federação e tribunais, sob pena de aumentar o desgaste institucional e afastar o público.