Tostão, ex-jogador das Copas de 1966 e 1970 e hoje cronista com formação em medicina, oferece uma leitura direta sobre o momento do futebol brasileiro. Na coluna, ressalta que Palmeiras e Flamengo ganharam com propostas distintas — marcação eficaz e lançamento longo no caso do Palmeiras; troca rápida de passes e velocidade pelo Flamengo — e defende que a junção dessas virtudes elevaria qualquer time ao patamar das grandes equipes internacionais.
O cronista não poupa críticas ao Atlético-MG: avalia o clube perdido tanto coletivamente quanto individualmente e aponta que a análise do elenco é construída mais pelo passado do que pelo presente. A dificuldade de conciliar interesses financeiros, técnicos e emocionais no relacionamento com Hulk é mencionada como sintoma de um problema mais amplo, que exige mais do que elogios a nomes — precisa de correção urgente de entrosamento e comando.
No Vasco, Tostão volta-se contra a postura pública de Renato Gaúcho. Reconhece o treinador como competente, mas contesta a postura de quem se apresenta como infalível diante de resultados ruins. Segundo o texto-base, comentários que afirmam ter feito tudo certo após derrotas podem desgastar o ambiente interno e afastar a liderança emocional necessária num elenco limitado.
Além dos clubes, o colunista toca na seleção: cita que Militão não estará no Mundial e que Estêvão tem poucas chances, enquanto Rodrygo também fora complica opções. Defende a importância de laterais apoiadores diante da pressão adversária e da necessidade de duplas de ataque pelos lados. A mensagem geral de Tostão é clara: eficiência tática e qualidade individual convivem, mas times e treinadores que não se adaptam — tecnicamente ou no diálogo com o grupo — pagam o preço dentro do campo.