O presidente dos Estados Unidos afirmou em entrevista que enviou uma carta ao líder chinês, Xi Jinping, pedindo que Pequim não forneça armamento ao Irã, e que recebeu resposta negando tal transferência. Trump disse ainda acreditar que o conflito no Oriente Médio acabará "muito em breve", sem detalhar cronograma ou provas.
A declaração surge na esteira de uma reportagem do Financial Times que atribui ao Irã a compra de um satélite de observação chinês no fim de 2024. Segundo o jornal, equipamentos teriam sido usados para orientar ataques a bases americanas; a China classificou a reportagem como falsa. Nem agências americanas, nem a empresa citada comentaram publicamente os dados até o momento.
A combinação entre a alegação presidencial e a matéria da imprensa internacional complica a narrativa antes da viagem de Trump a Pequim, marcada para o mês que vem. O presidente diz não ter receio de que a crise no Oriente Médio altere o tom do encontro, ressaltando que a China depende mais de petróleo do que os EUA. Sem evidência pública, porém, a afirmação pode virar ponto de tensão diplomática e política.
Diplomacia e verificação permanecem no centro do caso: negociações entre Irã e potências foram retomadas com mediação regional, e a manutenção de um cessar-fogo temporário indica abertura para conversa. Para Washington, restam perguntas sobre provas concretas e sobre até que ponto alegações públicas serão usadas como instrumento de pressão sobre Pequim antes de testes bilaterais delicados.