A Vivo foi apontada como a melhor operadora de internet em São Paulo pela sexta vez consecutiva em levantamento do Datafolha, citado espontaneamente por 48% dos entrevistados. O levantamento ouviu 1.008 pessoas com 16 anos ou mais, das classes A e B da capital paulista, entre 5 e 13 de fevereiro; a margem de erro é de três pontos percentuais. A empresa coloca como centro da estratégia a incorporação de tecnologias que tornem a relação com clientes mais simples e fluida.
No front tecnológico, a companhia destaca o uso de inteligência artificial para apoiar atendentes e automatizar processos. Um sistema interno, treinado com mais de 12,5 mil documentos, foi apontado pela operadora como responsável por reduzir o tempo de atendimento via chat em cerca de 10%, viabilizar dois atendimentos simultâneos por agente e elevar indicadores como satisfação, taxa de retorno de chamadas e conversão de vendas. Em residências, combinações de machine learning, telemetria e nuvem servem para detectar e prevenir falhas na rede.
O aporte financeiro sustenta essa transição: segundo a empresa, investimentos médios em infraestrutura, tecnologia e experiência do cliente somam R$ 9 bilhões por ano. O movimento traduz a ambição de migrar de um núcleo tradicional de telefonia para uma plataforma de tecnologia mais ampla — estratégia que amplia receita potencial, mas também exige resultados tangíveis para além das classes mais altas e da capital, onde a pesquisa foi aplicada.
Além da aposta tecnológica, a Vivo busca vincular a marca a esportes, cultura e ações ambientais por meio da plataforma Futuro Vivo. Entre as iniciativas citadas estão a regeneração de 800 hectares na Amazônia, com plantio de mais de 900 mil árvores, e a meta de neutralidade de emissões até 2035 — um prazo considerado ambicioso diante do padrão internacional de 2050. A combinação de investimento, inovação e presença de marca reforça vantagem competitiva, mas impõe desafio de escalar benefícios e demonstrar verificabilidade das promessas econômicas e climáticas.