O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta-feira (24) manter Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no exercício do cargo de governador interino. A medida atende a pedido do PSD fluminense para reafirmar liminar anterior e preserva o quadro até a Corte definir o modelo eleitoral para o mandato‑tampão.
O pedido do PSD — partido do prefeito e pré-candidato Eduardo Paes — veio após movimentação do presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), que solicitou a Luiz Fux a assunção do cargo interino. Ao ratificar a permanência do chefe do TJRJ, Zanin mantém o atual ocupante com todos os poderes e evita uma mudança imediata na chefia do Executivo estadual.
O julgamento sobre se a escolha do governador-tampão será por voto direto ou por votação na Alerj está suspenso desde que o ministro Flávio Dino pediu vista. Dino condicionou a devolução do processo à publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral que declarou a inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e abriu caminho para a possibilidade de novas eleições.
Na prática, a decisão adia um confronto institucional e político: preserva a influência do Judiciário sobre uma solução com impacto direto na disputa eleitoral de outubro e força PSD e PL a recalibrar estratégias. Para o Supremo, o caso reafirma seu papel decisório em impasses que combinam política e normas eleitorais, mantendo a incerteza até o pronunciamento final da Corte.