O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a substituição de 467 urnas eletrônicas nas primeiras duas horas de votação do segundo turno, entre 8h e 10h deste domingo. O total equivale a 0,09% das 499.248 urnas distribuídas para a eleição, segundo boletim divulgado pela Corte.

A Justiça Eleitoral manteve em reserva 48.815 equipamentos para troca, caso necessário. O TSE não detalhou as causas que motivaram as substituições; habitualmente, trocas ocorrem por falhas operacionais, mas o órgão ainda não informou se houve padrão ou concentração regional dos casos.

No primeiro turno, em 4 de outubro, foram trocadas 1.904 urnas — número superior ao observado até o momento no segundo turno. A legislação prevê, como último recurso, a adoção de cédula de papel quando a urna apresentar problema grave; até agora, essa alternativa não precisou ser acionada.

Do ponto de vista político, o volume relativamente pequeno de trocas não aponta, por si só, para risco generalizado, mas a falta de detalhamento técnica do TSE pode alimentar desconfianças e narrativas de contestação. Especialistas e partidos tendem a cobrar maior transparência sobre causas e distribuição das substituições para evitar ruído institucional diante dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar.