O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta no 10º Salão do Turismo, em Fortaleza, que a vigência provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tende a ter efeitos positivos para o turismo brasileiro. Para Alckmin, a relação entre os blocos funciona como um “ganha‑ganha”, estendendo benefícios além do comércio para áreas culturais e de fluxo de visitantes.
Alckmin lembrou que se reuniu com deputados da UE vindos de mais de 15 países — encontro no Planalto também contou com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. O presidente em exercício citou ainda potencial de aumento de exportações agrícolas, apontando o Ceará como exemplo por sua produção de frutas e as oportunidades que os 27 mercados europeus representam.
O acordo está em vigência provisória desde 1º de maio, mas segue condicionado à ratificação nos parlamentos de países como França, Hungria e Polônia. Essa condição mantém uma zona de incerteza jurídica e comercial: empresas e operadores turísticos podem antecipar planos, mas os ganhos permanentes dependem da concretização do acordo. Além disso, aproveitamento efetivo das oportunidades exigirá adequação logística, certificações sanitárias e promoção internacional — desafios que não se resolvem apenas com a assinatura provisória.
Do ponto de vista político, o governo ganha um argumento de agenda externa e de estímulo às exportações, mas enfrenta limites práticos enquanto a ratificação europeia não avançar. A alternativa é transformar a expectativa em medidas concretas: preparar cadeias de oferta, investimentos em infraestrutura e ações de atração turística para reduzir o risco de promessas não cumpridas diante de empresários e produtores regionais.