O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) assinou, em Recife, a ordem de serviço para o início de obras em dois trechos da Adutora do Agreste Pernambucano. Os contratos autorizados nesta quinta-feira abrangem os lotes 3B (Buíque/Iati) e 5E (São Caetano/Cachoeirinha), com investimento superior a R$72 milhões e impacto direto estimado em 195 mil beneficiados.
O lote 3B prevê o assentamento de 11,7 quilômetros de tubulação e a construção da Estação Elevatória de Água Tratada em Iati, atendendo mais de 174 mil moradores de Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. O lote 5E inclui 21,8 quilômetros de adução e deve beneficiar cerca de 20,6 mil pessoas em Cachoeirinha. Segundo o ministério, as intervenções ampliam a infraestrutura para levar água tratada a municípios do semiárido.
O governo federal enquadra a iniciativa no projeto Caminho das Águas e no Novo PAC, e o ministro Waldez Góes ressaltou o efeito social e econômico das obras, citando ações anteriores de reforço do bombeamento da Transposição do São Francisco. A Adutora do Agreste, em sua primeira etapa, terá 695 km e capacidade para atender mais de 1,3 milhão de habitantes em 23 municípios, segundo o MIDR.
O anúncio se soma ao trecho do lote 5B que entrou em operação em janeiro, com oferta regular para Bezerros e trechos entre Caruaru, Bezerros e Gravatá — obra que, conforme o ministério, beneficia centenas de milhares de pessoas na região. A execução dos novos lotes avança a infraestrutura hídrica, mas exigirá fiscalização rigorosa para que o gasto público se traduza em abastecimento contínuo e manutenção eficiente no interior pernambucano.