A Justiça do Distrito Federal concedeu, nesta quarta-feira (12/8), medida protetiva de urgência em favor de Gabriella Maria Cesar Pinheiro, que acusa o advogado e candidato a deputado federal Matheus Mayer Milanez (Republicanos-DF) de violência doméstica em ao menos três episódios. Segundo a petição, as agressões teriam ocorrido em dezembro de 2025 — quando a vítima estava na 10ª semana de gestação — em 13 de junho de 2026 e em 2 de agosto de 2026, quando Gabriella diz ter sido empurrada e obrigada a deixar o imóvel.

O juiz determinou que Milanez mantenha distância mínima de 300 metros da ex-companheira e se abstenha de qualquer contato por telefone, redes sociais ou e-mail; o descumprimento pode levar à prisão preventiva, conforme a decisão. A defesa da vítima informa que o processo reúne fotografias, vídeos e o depoimento de uma testemunha. Em contrapartida, pedidos como pensão provisória, proibição de venda de bens e suspensão de procurações foram negados nesta fase por falta de provas materiais sobre patrimônio.

O fato ganha dimensão política pelo perfil público do advogado: Milanez ganhou repercussão nacional ao atuar em defesa do general Augusto Heleno e por posicionamentos nas redes sociais em defesa de réus relacionados aos atos de 8 de janeiro, além de episódios que o colocaram diante do Supremo Tribunal Federal. A nova denúncia acende alerta sobre o potencial impacto eleitoral e reputacional para um candidato que combina visibilidade jurídica e ambição política, e amplia o desgaste para o Republicanos no Distrito Federal caso a investigação confirme as acusações.

O escritório Vasconcelos Dias, que representa Gabriella, registrou que a cliente recorreu aos meios legais e não buscou exposição pública, afirmando que os relatos não são isolados. A defesa de Milanez não respondeu às tentativas de contato do Correio. O processo agora segue em análise, com a medida protetiva valendo como proteção cautelar enquanto se apuram provas e testemunhos; politicamente, o caso tende a provocar cobrança por explicações e pode pressionar aliados e a campanha nas próximas semanas.