O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19/5) que deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). Costa permanece preso sob suspeita de envolvimento na fraude do Banco Master e negocia uma possível colaboração premiada com a Polícia Federal e com o Supremo Tribunal Federal.

Em nota pública, Aragão afirmou que atua apenas em iniciativas jurídicas pautadas por seriedade, confiança profissional e responsabilidade. O advogado também ressaltou que eventual acordo de colaboração só poderia ser avaliado diante de provas consistentes e com respeito às normas, às instituições e à preservação da reputação das pessoas envolvidas — posição que o próprio texto colocou como limite ético e profissional.

A saída do criminalista, figura de peso na advocacia, abre um novo capítulo na estratégia da defesa e acende alerta sobre a estabilidade do caso. Trocar de patrono no calor das negociações de delação costuma reduzir margem de manobra, levanta dúvidas sobre o rumo do depoimento premiado e amplia o desgaste público do investigado, num momento em que provas e narrativas ganham protagonismo.

Para investigadores e para a própria instituição financeira, o desfecho ainda é incerto. A continuidade das tratativas com a PF e o STF e os próximos movimentos da defesa vão determinar o impacto político e institucional: do aprofundamento das investigações a potenciais efeitos sobre a governança do BRB. Autoridades e envolvidos terão de esclarecer caminhos e motivos para evitar ruído adicional em torno do caso.