O advogado norte-americano Martin de Luca — que integra a defesa do presidente Donald Trump — criticou publicamente a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin de determinar a prorrogação da votação até as 19h no domingo, 25/10. A postagem, feita em X, questionou a legitimidade do pleito se a medida viesse a ser usada para anunciar a vitória do candidato do PT.
De Luca ressaltou que Zanin já foi advogado do presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva e acusou o ministro de assumir competência que caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na publicação, classificou a movimentação como “desespero” da campanha e fez comparação com o governo de Nicolás Maduro, afirmando que a comunidade internacional não reconheceria um resultado obtido por tal ‘manipulação’.
O comentário ganhou mais alcance ao ser republicado por Donald Trump Jr., que acrescentou que a grande imprensa dos EUA reagiria com veemência se uma medida semelhante viesse de um governo conservador no Brasil, sugerindo ainda seletividade no tratamento jornalístico internacional. A repercussão externa colocou em foco não apenas a medida em si, mas a forma como é interpretada lá fora.
Além do ataque direto, a crítica externa acende alerta sobre o impacto político e institucional do episódio: ao alimentar narrativas de interferência entre Justiça eleitoral e poder político, a mensagem pode ampliar desgaste para a chapa governista e complicar a narrativa oficial de legitimidade. Caso a discussão prospere nas redes internacionais e na imprensa estrangeira, abre-se um custo reputacional que transcende contestações internas e pressiona TSE, STF e os atores políticos a explicarem procedimentos e limites legais.