Quatro candidatos registraram agendas públicas na quarta-feira: Hertz Dias (PSTU) em Juiz de Fora, Renan Santos em João Pessoa, Romeu Zema na zona leste de São Paulo e Ronaldo Caiado em Brasília. Cada um buscou acentuar um tema — educação, segurança, inflação e modernização da saúde — em atos pontuais que falam mais a nichos do eleitorado do que a uma mobilização nacional.

Hertz Dias destacou a desigualdade no acesso à educação e pediu mais investimento público e valorização dos profissionais. A mensagem está alinhada com a agenda tradicional de esquerda sobre serviço público, mas tem alcance eleitoral limitado diante do protagonismo das bandeiras de segurança e economia nas ruas. Em João Pessoa, Renan Santos acompanhou a retirada de câmeras atribuídas a uma facção e reforçou compromisso de enfrentamento a organizações criminosas, aposta clara no discurso de ordem pública.

Em São Paulo, Zema conversou com eleitores na Feira de Guaianases e voltou a criticar a inflação nos alimentos, defendendo corte de gastos — posicionamento que mira eleitores preocupados com a economia e a responsabilidade fiscal. Em Brasília, Caiado participou de eventos setoriais e defendeu uso de inteligência artificial no SUS e expansão da malha ferroviária e de hidrovias, sinalizando proposta tecnocrática que levanta dúvidas sobre implantação prática, custos e tempo de execução.

A lista de ausentes é longa: Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Flávio Bolsonaro, Lula, Pablo Marçal, Rui Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi não tiveram agenda pública, segundo as assessorias. A dispersão entre atos presenciais e dias dedicados a gravações ou entrevistas revela estratégias distintas: atuação de rua limitada por recursos ou escolha de produção de conteúdo. Para observadores, a leitura política é clara: poucos candidatos ainda disputam o encontro direto com o eleitor e muitos priorizam mensagens calibradas ao público-alvo.