A segunda-feira (14) dos candidatos à Presidência foi marcada pelo cancelamento do encontro de presidenciáveis promovido pela Mathias TV em São Paulo, que tinha na lista nomes como Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A suspensão retirou da agenda um dos raros espaços de confronto direto nacional, obrigando campanhas a recalibrar a exposição do dia.
Luiz Inácio Lula da Silva não registrou atos públicos na data, posição que contrasta com a intensa atividade de adversários em praças e rádios. Em Belém, Flávio Bolsonaro fez motocarreata, almoçou com apoiadores e concluiu o dia com comício no Complexo Ver-o-Rio; na cidade, o candidato defendeu a regularização de áreas ao longo da Transamazônica como pilar para projetos de desenvolvimento local.
Outros nomes dividiram o dia entre compromissos regionais: Augusto Cury participou de congresso de saúde e reuniu-se com empresários em São Paulo; Clariana Barão visitou Várzea Grande (MT) e reafirmou prioridade em políticas para mulheres e crianças; Hertz Dias percorreu ruas em São Luís com panfletagem e entrevistas defendendo demarcações de terras indígenas e quilombolas. Samara Martins e Edmilson Costa tiveram agendas afetadas pelo mau tempo; Rui Costa Pimenta concentrou-se em articulação com coordenadores e candidatos locais.
Na prática, o dia expôs estratégias distintas: enquanto alguns candidatos buscam capitalizar apoio local com comícios e entrevistas, a ausência de debates reduz ocasiões de confronto nacional e favorece quem adota logística de base. O cancelamento em São Paulo lembra também a dependência das campanhas de eventos centralizados para elevar a narrativa pública — e reforça a necessidade de adaptação rápida diante de imprevistos. A cobertura segue em rodízio alfabético.