Na sexta-feira (25), os principais nomes na corrida presidencial espalharam agendas variadas: caminhadas, carreatas, panfletagens, rodas de conversa, eventos religiosos e jantares com empresários. O padrão evidencia tentativas de combinar mobilização de rua com ações de interlocução com setores econômicos, enquanto alguns candidatos optaram por agendas discretas ou não divulgadas — sinal que pesa para a capilaridade eleitoral.

O ex-presidente manteve articulação dupla: ato em Recife focado em temas sociais e anúncio de medidas sobre as apostas online, acompanhado de evento com empresários em São Paulo. A ênfase em restringir ou regular as 'bets' tende a explorar um apelo social contra o endividamento familiar, mas o jantar com a iniciativa privada mostra esforço para não romper completamente o canal com o mercado.

No campo de centro-direita, campanhas priorizaram o interior. Romeu Zema concentrou atividades em cidades de Minas com entrevistas locais e contato direto com eleitores; Ronaldo Caiado percorreu municípios goianos e trouxe propostas voltadas ao agronegócio, com ênfase em renegociação de dívidas e criação de mecanismos de seguro rural para reduzir riscos climáticos. Essa estratégia reforça base territorial e intenta transferir ao eleitorado campo-empresa uma narrativa de proteção econômica.

Candidaturas de esquerda e minoritárias mantiveram foco em pautas laborais: o PSTU atuou em panfletagens e defesa da valorização dos profissionais da educação, enquanto o PCB participou de debates sobre a situação dos trabalhadores e reafirmou posição internacional sobre Gaza. Ao mesmo tempo, nomes como Leonardo Avalanche, Samara Martins, Wilson Grassi e Clariana Barão não tiveram agenda pública divulgada — ausência que, no ciclo atual, dificulta a manutenção de visibilidade e a construção de força eleitoral. Em conjunto, as agendas de sexta deixam claro que a campanha avança por trilhas distintas, preparando terrenos de fala que devem orientar os próximos debates e atos públicos.