A agenda dos candidatos à Presidência nesta sexta-feira (28) combinou sabatinas, debates em instituições de ensino, caminhadas e panfletagens em várias capitais. A cobertura seguiu o rodízio diário e expôs diferenças claras de prioridades entre os concorrentes, do centro à periferia do espectro político.

O presidente e candidato à reeleição percorreu trechos do centro de Salvador e reforçou que a educação será prioridade, com investimentos em cursos estratégicos para disputar tecnologia com potências como China e EUA — discurso alinhado à promessa de desenvolvimento e formação de mão de obra qualificada.

Em Porto Alegre, Romeu Zema reuniu-se com lideranças evangélicas e voltou a defender a proibição das apostas, destacando impacto social. No Rio, Ronaldo Caiado prometeu resgatar a reforma trabalhista e anunciar cortes de cargos e salários no funcionalismo. As posições podem alimentar debates sobre regulação econômica e provocar reação de servidores.

Outros candidatos seguiram agendas de mobilização local: Renan Santos visitou a Favela do Taquaril e participou de atos em Belo Horizonte; Samara Martins caminhou pelo centro de São Paulo e debateu na USP e na Universidade Zumbi dos Palmares; Augusto Cury foi sabatinado por veículos cariocas. Edmilson Costa fez panfletagem e defendeu a estatização do ensino superior privado; Rui Costa Pimenta e Hertz Dias focaram em mobilizações e redes. Wilson Grassi e Clariana Barão não tiveram atos públicos.

O mosaico de propostas revela estratégias distintas: parte do campo mais liberal aposta em redução de gastos e mudanças trabalhistas, enquanto candidaturas de esquerda priorizam estatização e redução de jornada. Promessas como banir as apostas ou enxugar a máquina pública acendem alerta sobre viabilidade jurídica e custo político, temas que devem ganhar espaço nas primeiras reações eleitorais.