Durante um comício em Alagoas, o secretário de Agricultura e Pecuária Marcelo Melo questionou publicamente o conhecimento geográfico de Marina JHC, candidata ao Senado pelo PSDB e ex-primeira-dama de Maceió. No mesmo comentário, Melo afirmou equivocadamente que a candidata nasceu em Goiás, erro que foi rapidamente apontado por apoiadores de Marina.

Aliados de Marina reagiram classificando a fala como ataque de teor xenófobo, destacando que a candidata é natural do Mato Grosso e vive em Maceió, onde tem dois filhos e atuação reconhecida em programas sociais municipais. Em nota ao Correio, Marina afirmou que a ascensão de seu nome nas pesquisas teria incomodado adversários, numa referência implícita ao grupo Calheiros, principal frente rival no estado.

O episódio ocorre em meio a uma disputa acirrada em Alagoas: levantamento da Paraná Pesquisas, registrado no TSE (AL-03316/2026), aponta Arthur Lira na frente com 40,4%, Renan Calheiros com 36,8% e Marina JHC em terceiro, com 28,4%. A contestação pública sobre a origem da candidata ganha, assim, dimensão eleitoral e simbólica num cenário onde cada movimentação pode influenciar eleitores indecisos.

Além do desgaste imediato, a troca sinaliza uma estratégia de desgaste dirigida a candidatas tidas como forasteiras, já vista em outros estados, e reforça a polarização local. Para Marina, o desafio é converter a reação em crescimento efetivo nas intenções de voto; para os adversários, o risco é que comentários imprecisos e de caráter pessoal gerem repercussão negativa e ampliem a percepção de ataque político.