O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou estar "muito feliz e satisfeito" com a decisão de seguir na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. A confirmação pública do nome ocorreu nesta semana, durante reunião interministerial em que o presidente anunciou que Alckmin terá de deixar o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para cumprir a desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral.

Alckmin disse ter sido convidado a continuar como vice e relatou que a definição já estava encaminhada, embora não soubesse que o anúncio seria feito naquele encontro. A saída do ministério precisa ocorrer até o prazo legal — o vice está formalmente cumprindo a exigência de desligamento até o sábado, 4 de março — e deixa aberto o vácuo executivo na pasta.

Senti-me honrado com o convite para integrar novamente a chapa

A sucessão no MDIC ficará a cargo do presidente, que já restringiu a disputa a dois nomes com o mesmo prenome: Márcio França, atual ministro do Empreendedorismo, e Márcio Elias, secretário-executivo da pasta. A escolha terá impacto imediato na gestão do ministério e na articulação com setores produtivos, além de ser um termômetro da capacidade de conciliação do Palácio entre alas políticas e técnicos.

Do ponto de vista político, a recondução de Alckmin encerra uma fase de especulações sobre a composição da chapa e oferece ao Planalto um elemento de previsibilidade para o calendário eleitoral. Ao mesmo tempo, a necessidade de preencher a vaga no MDIC cria nova agenda política interna, com possíveis disputas por influência e espaço ministerial entre aliados.

O episódio também expõe a rotina de decisões do governo na fase pré-eleitoral: anúncios em fóruns internos, ajustes de cargos por exigência legal e a prioridade dada à montagem da chapa que disputará a reeleição. Resta agora observar como Lula equacionará a escolha do novo titular do MDIC e de que forma a movimentação afetará a coalizão que sustenta o governo.

Estava mais ou menos encaminhado; não sabia que o presidente anunciaria na reunião