O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, previsto para esta quinta-feira (7/5), é oportunidade política e diplomática para enfrentar o aumento tarifário imposto pelos EUA a alguns produtos brasileiros. Alckmin ressaltou a importância do mercado norte-americano — terceiro maior parceiro comercial do Brasil — e apontou que a soma das taxas chega a 50%, considerando o adicional de 40% sobre a alíquota global de 10%.

Na avaliação do vice, a manutenção desse adicional de 40% carece de sentido econômico, especialmente diante das relações comerciais atuais entre os países. Alckmin citou o contexto do G20 para questionar a lógica do tarifário e disse esperar que a reunião tenha uma boa 'química' entre os líderes, o que facilitaria negociações técnicas para reduzir o impacto sobre exportadores brasileiros.

O episódio acende alerta para o governo: tarifas elevadas pressionam setores exportadores e podem complicar a agenda de comércio exterior do Brasil, exigindo resposta rápida da diplomacia e medidas compensatórias em setores afetados. Para a oposição e o mercado, o resultado desse encontro será um termômetro da capacidade do Executivo de transformar diálogo em alivio comercial concreto.

Além das questões externas, Alckmin comentou ainda temas domésticos: lamentou a derrota do advogado‑geral da União, Jorge Messias, na sabatina para o Supremo Tribunal Federal e criticou o nível da taxa básica de juros — agora em 14,50% — ao afirmar que os juros seguem elevados, um problema relevante para a retomada econômica.