Geraldo Alckmin e Gleisi Hoffmann tiveram suas exonerações publicadas em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (3/4). Os dois deixaram, respectivamente, os cargos na pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O ato torna formal o afastamento necessário para a participação na disputa eleitoral.
A saída acontece um dia antes do fim do prazo de desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro. Gleisi é pré-candidata ao Senado pelo PT no Paraná; Alckmin foi confirmado como vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida atende à exigência legal, mas também tem claro caráter político: oficializa a transição do papel administrativo para a agenda de campanha.
Alckmin e Gleisi foram exonerados nesta sexta-feira, segundo edição extra do Diário Oficial da União.
Além dos dois ministros, a edição do DOU registrou exonerações de titulares de fundações: Maria Fernandes Marighella deixou a presidência da Funarte e Pedro Tourinho de Siqueira saiu da Fundacentro. A série de dispensas amplia a necessidade de remanejamento de nomes e acelera decisões sobre sucessores em áreas sensíveis, como cultura e segurança no trabalho.
Do ponto de vista da gestão, a perda simultânea do comando em pastas estratégicas pode comprometer a continuidade de projetos e a interlocução com setores produtivos e parlamentares. A pasta do Desenvolvimento, em particular, tem papel central em pautas industriais e negociações comerciais; a transição terá de ser conduzida rapidamente para evitar efeito prático sobre políticas em execução.
Politicamente, a operação é um movimento esperado, mas traz custos e sinais: marca prioridade à estratégia eleitoral e exige do governo habilidade para recompor quadros sem ampliar desgaste. A oposição terá munição para criticar a concentração em calendário de campanha; o resultado prático dependererá da rapidez na nomeação de substitutos e da capacidade do Palácio em manter ritmo de trabalho.
Os ministros deixaram os cargos um dia antes do fim do prazo de desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro.