O vice-presidente Geraldo Alckmin reconheceu nesta quinta-feira, no MDIC, que o governo federal estuda a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta à decisão dos Estados Unidos de impor tarifa de 25% sobre exportações brasileiras de determinados produtos. Alckmin qualificou a medida como uma opção a ser acionada no “momento adequado”, sinalizando intenção de calibrar a reação.

O pronunciamento contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e dos ministros Dario Duringan (Fazenda), Mauro Vieira (Itamaraty), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e Márcio Elias Rosa (MDIC), além da secretaria Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães. A composição reforça que a resposta cobrirá frentes econômicas e diplomáticas, e não será tomada de forma isolada.

Além da aplicação da lei, o Executivo diz avaliar medidas de apoio às cadeias produtivas afetadas e estratégias para diversificar destinos das vendas externas. Do ponto de vista econômico, a prioridade anunciada é mitigar impactos sobre exportadores e evitar que retaliações elevem custos e prejudiquem emprego e receita das empresas brasileiras.

Politicamente, o episódio complica a relação com os EUA e impõe dilemas ao governo: responder com firmeza sem ampliar custos ao setor produtivo, e traduzir uma alternativa legislativa em instrumento eficaz sem transformar a reação em escalada diplomática. O anúncio marca um momento de tensão comercial que exigirá coordenação fiscal, política e externa.