Em visita ao Santuário Nacional de Aparecida, o vice-presidente e candidato à reeleição Geraldo Alckmin defendeu nesta segunda-feira que a Justiça Eleitoral mantenha isenção e zelos pela liberdade de expressão. As declarações vieram após perguntas sobre uma suposta parcialidade da corte, em momento de tensão pública em torno de medidas de moderação de conteúdo.
A sequência de episódios citada na coletiva envolve decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que mandou retirar do ar o canal de WhatsApp chamado 'Exército do Lula' — a pedido do candidato Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de fakenews — e a imediata reversão dessa retirada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Boas Cueva. Um relatório técnico do próprio TSE informou à Corte que não foram encontradas publicações falsas no canal.
O episódio expõe o desafio institucional: equilibrar ações contra desinformação e preservar garantias de liberdade política e de expressão. A manifestação pública do vice tem efeito político relevante: reforça a exigência de neutralidade da corte e acende sinal de alerta sobre o impacto de decisões de moderação em plena campanha eleitoral, ao mesmo tempo em que pressiona por procedimentos e transparência no Tribunal.
Alckmin também comentou rumores sobre a retirada do título de padroeira do Brasil, negados por grupos citados na polêmica, e reafirmou apoio à liberdade religiosa, citando a lei de 2003. A defesa pública das tradições religiosas busca reduzir desgaste em um eleitorado sensível ao tema, num cenário em que questões religiosas têm sido mobilizadas na disputa politica.