O PSB oficializou, na noite desta quarta-feira (29/7), a candidatura de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro. A confirmação ocorreu durante a convenção do partido, com a presença de ministros do Planalto, como José Múcio (Defesa) e Márcio Elias (Indústria e Comércio), e lideranças históricas do PSB, entre elas o ex-senador Cristóvão Buarque.
Alckmin, eleito vice na chapa com Lula em 2022, vinha desempenhando papel de interlocutor externo do governo e de ponte com o setor empresarial; até o início deste ano ocupou a cadeira no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Nos bastidores, a confirmação também pôs fim à hipótese de composição com o MDB — que chegou a avaliar o nome do ex-ministro Renan Filho —, possibilidade que não avançou.
A oficialização da chapa nacional, porém, ocorre num momento de fricções regionais entre PSB e a base aliada do PT. Há disputas visíveis nos palanques estaduais: no Distrito Federal o PSB caminha com o pré-candidato Ricardo Capelli, enquanto a federação PT, PV e PCdoB apoia Leandro Grass. Conflitos semelhantes se manifestaram na definição de palanques em Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, indicando desconexões que podem atrapalhar coordenação e logística de campanha.
Do ponto de vista político, a decisão fortalece a narrativa de unidade nacional, mas expõe um custo prático: a chapa agora selada terá de administrar descontentamentos locais e negociar acordos que evitem fragmentação eleitoral. Para o governo, há ganho simbólico e de estabilidade institucional; para a campanha, o desafio será transformar essa unidade formal em articulação coesa nos estados, sob pena de ver votos e estrutura dispersos em outubro.