O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu publicamente nesta quinta-feira (18) o respeito à presunção de inocência após a nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal atingir o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Alcolumbre afirmou que as investigações devem seguir estritamente a lei e as garantias processuais.

Sem negar a importância do trabalho da PF, o presidente do Legislativo criticou manifestações de celebração política antes da conclusão dos procedimentos judiciais, argumentando que a instrumentalização de operações pode prejudicar a confiança nas instituições. A defesa de Alcolumbre surge como posicionamento institucional em um episódio que já repercute nos corredores do Congresso.

Politicamente, a ação expõe risco de desgaste para o governo, que vê um de seus principais articuladores parlamentarmente atingido, e intensifica a necessidade de controle de danos junto a aliados. Para a oposição e para a opinião pública, o caso reforça debate sobre transparência, independência das apurações e eventual politização do tema.

No plano institucional, a declaração de Alcolumbre busca equilibrar dois imperativos: apoiar a investigação criminal e preservar garantias constitucionais. A evolução do caso dependerá agora das etapas formais de apuração; até lá, a tensão entre prerrogativas legais e impacto político continuará a marcar Brasília.