Em sessão deliberativa nesta terça-feira (16/6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA), negou categoricamente ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, cujo Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A afirmação, publicada na semana passada pela revista Veja, motivou um discurso em que o senador disse estar indignado, afirmou já ter desmentido a notícia por nota e declarou que identificará os responsáveis pelas alegações.

Alcolumbre criticou a publicação por ausência de provas e exigiu investigação rigorosa para verificar se a menção ao seu nome consta de eventual acordo de colaboração de Vorcaro. Segundo ele, se a imputação não partir do colaborador, de sua defesa ou da autoridade que conduz o procedimento, a situação configuraria uma invenção grave — capaz de atingir não só a sua honra pessoal, mas também a credibilidade das instituições envolvidas.

A reação do presidente do Senado põe em relevo dois vetores: a responsabilidade jornalística na difusão de acusações e o risco de desgaste institucional quando narrativas sem comprovação ganham espaço. Politicamente, o episódio cria pressão para esclarecimentos rápidos; juridicamente, abre caminho para apurações sobre vazamentos e eventual responsabilização de quem produziu ou divulgou as informações.

Alcolumbre apelou aos colegas para que não se tolere a banalização de denúncias sem prova e afirmou que se defenderá 'com as armas da lei'. O caso seguirá sob atenção no Congresso e no sistema de Justiça, enquanto todos aguardam respostas da reportagem, do eventual colaborador e das autoridades competentes sobre a origem e a veracidade das acusações.