Em sessão conjunta realizada na quinta-feira (21/5), o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou a leitura dos requerimentos que pediam a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as denúncias envolvendo o Banco Master.

A decisão foi tomada apesar da pressão de deputados e senadores da oposição e de integrantes da base governista, que apresentaram questões de ordem cobrando o avanço dos pedidos. Alcolumbre argumentou que a pauta do dia já estava definida para a análise de vetos presidenciais considerados prioritários para municípios, citando a necessidade de um gesto do Congresso para prefeitos em dificuldade, e pediu compreensão ao Parlamento.

Nos bastidores, a disputa se concentrou justamente na CPMI, que ganhou força após denúncias ligando o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a supostas negociações de financiamento do filme Dark Horse e outras relações que demandam investigação. Parlamentares afirmam que os requerimentos atendem aos critérios constitucionais e reclamam ter sido impedidos de formalizar a instalação da comissão.

A decisão de Alcolumbre — em nome da priorização de vetos e pela cautela diante do calendário eleitoral — irritou tanto a oposição quanto aliados, ampliando desgaste político do presidente do Congresso. Trata-se da segunda sessão conjunta de 2026, fator que aumentou a pressão para a apreciação imediata; politicamente, a movimentação complica a narrativa oficial e pode elevar a cobrança pública por transparência.