O Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu, em reunião nesta quarta-feira (15), que a eleição para escolher o novo presidente da Casa ocorrerá na sexta-feira (17), às 11h. A sessão foi conduzida pelo presidente em exercício, deputado Guilherme Delaroli (PL). A decisão será formalizada no Diário Oficial do Legislativo; na Mesa Diretora, o deputado Renan Jordy (PL) foi efetivado como suplente.
A convocação sucede a homologação, por unanimidade, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro da retotalização dos votos para deputado estadual, procedimento determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 31 de março. Segundo o relator no TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, não houve reclamações por parte de partidos ou federações contra o processo de retotalização.
O calendário institucional está marcado pela cassação do deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, no processo que constatou o desvirtuamento de recursos da Fundação Ceperj para fins eleitorais. No mesmo julgamento, o TSE declarou a inelegibilidade por oito anos do ex-governador Cláudio Castro e de Gabriel Rodrigues Lopes, agravando o impacto político sobre a base alinhada ao Executivo estadual. Em 26 de março, uma tentativa anterior de eleger Douglas Ruas à presidência foi anulada pela Justiça por falhas procedimentais.
A nova eleição pretende restaurar a normalidade administrativa, mas também escancara uma sequência de decisões judiciais que desorganiza a rotina legislativa e impõe custo político aos aliados do governo. A sucessão de homologações e anulações revela fragilidade nas articulações internas e aumenta a pressão por acordos rápidos, sob risco de manter episódios de contestação e instabilidade na agenda da Casa.
Acompanhar o desfecho da votação será importante para medir a capacidade de recomposição dos blocos partidários e o ambiente de governabilidade no Rio. A posse do novo presidente ocorrerá após a formalização dos atos previstos; a pauta da sexta deverá revelar se a Alerj consegue retomar rotina ou se permanecerá permeada por disputas e questionamentos jurídicos.