O deputado federal Alfredo Gaspar (PL) informou nesta quinta-feira (23/4) que submeteu-se à coleta de material genético para exame de DNA. A medida, segundo ele, foi tomada por iniciativa própria e com autorização judicial, numa tentativa de antecipar provas e dar celeridade à apuração sobre acusações de estupro de vulnerável e pedofilia — denúncias que o parlamentar nega. As alegações, que envolvem uma adolescente de 13 anos, foram apresentadas à Polícia Federal após comunicação feita por parlamentares.

As representações que originaram a notícia-crime foram protocoladas em 27 de março por Lindbergh Farias (PT) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Em pronunciamentos públicos, opositores exigiram que Gaspar entregue material genético à PF para esclarecer a suposta ligação com os fatos. Em resposta, o deputado afirmou não temer as investigações e afirmou buscar ‘celeridade’ para provar sua inocência.

Além da coleta, Gaspar anunciou ações nas esferas cível e criminal contra os autores das acusações, com pedidos de responsabilização por danos morais e apuração de crimes como calúnia e difamação. No Congresso, também foram protocoladas representações visando a cassação de mandatos dos parlamentares envolvidos, o que transforma o episódio em conflito judicial e político simultaneamente.

O gesto de antecipar a coleta do DNA tem dupla leitura: juridicamente, pode agilizar a elucidação dos fatos; politicamente, busca neutralizar pressão pública e a narrativa dos adversários. Ao mesmo tempo, a gravidade das acusações — por envolver uma menor — amplia o impacto reputacional e a demanda por respostas rápidas das instituições. O caso seguirá sob atenção da PF e do Congresso, e deve influenciar tanto o rumo das investigações quanto o quadro de convicções políticas em torno do deputado.