O empresário mexicano Simón Levy, ligado ao movimento MAGA, afirmou nesta terça (27/10) que o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil e estaria a caminho dos Estados Unidos. Em postagem na rede X, Levy disse ainda que uma operação norte-americana estaria em andamento para garantir a segurança do parlamentar. As declarações não foram confirmadas por autoridades brasileiras ou americanas.
A Polícia Federal segue apurando o paradeiro de Flávio, enquanto o governo argentino negou ter recebido pedido de asilo e afirmou não haver registro de entrada do senador no país. Nos bastidores do PL, integrantes avaliam que uma eventual saída poderia ser uma estratégia para escapar do alcance de medidas que possam ser determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF; a hipótese de uso de passaporte italiano também é mencionada por aliados.
O episódio coloca em evidência a intervenção de atores internacionais — o movimento MAGA reúne apoiadores de Donald Trump e, segundo relatos, já atuou em articulações políticas e econômicas que tensionaram a relação com o Brasil. A afirmação pública de um aliado de Trump sobre a proteção a um político brasileiro, além de não confirmada, tem potencial de criar atrito diplomático e complicar a narrativa do PL sobre o caso.
Se for comprovada a saída e a prestação de proteção por autoridades dos EUA, o fato terá consequências práticas e políticas: dificultaria medidas judiciais de alcance nacional, ampliaria críticas sobre tentativas de proteção internacional a figuras investigadas e dificultaria a estabilização da bancada do PL. Até que existam confirmações oficiais, porém, a situação permanece em aberto e sob investigação.