A cantora Anitta declarou publicamente seu voto em Luiz Inácio Lula da Silva para o 2º turno: “O meu voto é 13, o meu voto é Lula”, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que alcançou milhões de visualizações em curto espaço de tempo. No pronunciamento, a artista criticou o chamado bolsonarismo, acusando-o de incentivar intolerância, radicalização política e divisão entre brasileiros.
Anitta procurou diferenciar o movimento de Bolsonaro da direita tradicional: “Por isso que eu não chamo o bolsonarismo de direita, eu chamo de bolsonarismo”, disse. Ela afirmou que sua posição não representa mudança súbita de orientação, mas continuidade de manifestações públicas feitas ao longo dos anos e reconheceu ter subestimado a força eleitoral do bolsonarismo, apesar de esperar a vitória de Lula no 1º turno.
Ao justificar o voto, Anitta admitiu críticas legítimas a Lula, mas ressaltou os efeitos dos programas sociais de seu governo sobre a redução da miséria. No vídeo, também relatou ter perdido seguidores por se manifestar politicamente, o que evidencia o custo pessoal e comercial de posicionamentos públicos para artistas com grande alcance digital.
Politicamente, o gesto tem efeito simbólico: reforça a presença de figuras do meio artístico no tabuleiro eleitoral e acende alerta sobre o clima cultural nas redes, onde a polarização tem impacto direto na mobilização de eleitores jovens e urbanos. Para o bolsonarismo, a manifestação amplia desgaste simbólico; para a campanha de Lula, soma visibilidade diante de eleitorados segmentados, sem, contudo, alterar de forma automática a dinâmica eleitoral nacional.
Anitta encerrou reiterando que seguirá defendendo suas convicções publicamente, independentemente das reações. A repercussão nas próximas horas nas redes e nos noticiários mostrará até que ponto a adesão de celebridades contribui para ampliar alianças ou reforçar a polarização em torno do 2º turno.