A Caixa Econômica Federal marcou para 20 de agosto o leilão do apartamento que pertenceu ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), localizado na Avenida Pasteur, em Botafogo. O imóvel foi avaliado em R$ 1,011 milhão; o edital fixa o lance mínimo em R$ 644.324,76, cerca de 36% abaixo da avaliação.

Documentos públicos e fontes ouvidas pelo A NAÇÃO indicam que a propriedade foi consolidada em nome da Caixa em 30 de março de 2026, após série de atrasos no pagamento do financiamento. A matrícula registra que o contrato original, firmado em outubro de 2017, previa financiamento de R$ 780 mil por prazo de 420 meses.

Além da consolidação, a matrícula traz registros de penhora, gravame e uma averbação de indisponibilidade determinada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 22 de julho de 2025. O documento não reproduz o teor da decisão judicial; por isso, as razões da medida não constam na matrícula.

A Caixa tentou intimar pessoalmente o então proprietário e, sem sucesso, publicou edital eletrônico nos dias 5, 6 e 7 de novembro de 2025 abrindo prazo para regularização da dívida. O edital avisa que eventuais providências para remoção de ônus serão de responsabilidade do arrematante. Politicamente, o episódio acende alerta sobre a gestão de dívidas por parte de figuras públicas e coloca mais um episódio de desgaste na trajetória do ex-parlamentar.