O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado em um apartamento do Hospital DF Star, em Brasília, após ter sido submetido a uma cirurgia no ombro no sábado (2). O boletim divulgado no domingo (3) diz que ele mantém boa evolução clínica, com bom controle da dor, e permanece sob analgesia, medidas de prevenção de trombose e reabilitação.

A nota, assinada por cinco profissionais do hospital, cita entre os responsáveis os cirurgiões Alexandre Firmino Paniago e Claudio Birolini, os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e o diretor-geral Alisson Borges. O procedimento realizado foi um reparo artroscópico do manguito rotador, indicado para reparar lesões documentadas por exames e relatório fisioterápico.

O ato cirúrgico foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após manifestação favorável do procurador‑geral da República, Paulo Gonet. Bolsonaro, de 71 anos, cumpre prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, por decisão de Moraes tomada após internação por pneumonia, e foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelo papel de liderança na trama golpista.

Além do efeito clínico imediato, a internação volta a colocar o Judiciário no centro da gestão do caso e reacende o debate público sobre as condições da prisão domiciliar a um condenado de alta visibilidade. A autorização judicial do procedimento e o acompanhamento médico reforçam a atenção sobre decisões institucionais que combinam critérios de saúde e segurança, e mantêm sob escrutínio as repercussões políticas e simbólicas do tratamento dispensado ao ex‑presidente.